Mistérios do mundo: o navio Ourang Medan
- Reduto Místico

- 18 de out. de 2025
- 3 min de leitura
Atualizado: 7 de jun.

Nos anos 40, uma história bizarra circulou em vários jornais pelo mundo. Um navio chamado Ourang Medan teria transmitido uma enigmática mensagem de socorro em código morse:
"Pedimos o auxílio de qualquer embarcação próxima. Todos os oficiais, inclusive o capitão, estão mortos. Provavelmente toda a tripulação está morta. Eu...morro."
Estou falando de uma das mais intrigantes lendas marítimas do século 20. Segundo relatos, o navio norte-americano Silver Star foi o primeiro a responder o chamado. Mas quando a tripulação localizou o Medan, só encontrou uma cena macabra. Os corpos da tripulação do Ourang Medan tinha uma expressão de terror, com olhos arregalados e braços erguidos em posição de defesa. Até mesmo o mascote do navio, um pastor-alemão, foi encontrado morto, com a mandíbula travada e os dentes à mostra.
Segundo relatos, o navio Medan teria sido encontrado à deriva no estreito de Malaca, entre a Indonésia e a Malásia. O problema é que, antes que o rebocassem, ele explodiu e afundou, destruindo qualquer possibilidade de investigação.
O relato ganhou notoriedade em 1948, quando jornais como Il Piccolo e De Locomotief publicaram detalhes sobre o incidente. Segundo tais fontes, o navio transportava substâncias perigosas, como cianeto de potássio e nitroglicerina. No entanto, não há registros oficiais ou documentos que confirmem a existência de um navio chamado Ourang Medan.

Yorkshire Evening Post, 1940

Leicester Chronicle, 1940
Apesar da falta de evidências, a história continua a fascinar as pessoas e até inspirar obras de ficção, como a série de TV 1899 e o jogo Man of Medan, de 2019 (muito bom, aliás!).
Sabemos que a ausência de provas não significa necessariamente que pessoas e situações não existiram. Quantas coisas foram apagadas da história? Destruídas propositalmente ou por descuido? Nesse sentido, os oráculos podem ajudar a elucidar a verdade, pois transcendem tempo e espaço.
Através da conexão energética entre o baralho, o cartomante e o alvo da pergunta (no caso, o nome do navio), é possível obter informações do passado (do ponto de vista espiritual).
Os símbolos que saem na mesa do cartomante são reflexo da vibração que o nome carrega, seja de uma pessoa, lugar, caso ou embarcação. Uma vibração de verdade, de farsa, de medo...
Pouco se sabe sobre o tal do navio Medan. Por isso, o post será breve!
Usei 2 oráculos: o Tarot de Waite e o Lenormand (Baralho Cigano). O método aplicado para ambos foi composto de 3 cartas: negativo, resposta e positivo.
A posição NEGATIVA diz respeito ao lado mais negativo da carta; o que está distorcido, confuso, adoecido, tóxico. A posição POSITIVA indica o lado mais positivo da carta; o que está claro, evidente, concreto. Já a posição RESPOSTA é como se fosse a somatória de tudo, a resposta direta.
As respostas das cartas
A pergunta é simples: o navio Ourang Medan realmente existiu?
Comecemos pelo Lenormand. As cartas deram a seguinte resposta: Criança (negativo), Caixão (resposta) e Torre (positivo).
Minha interpretação
A carta da Criança em posição negativa me remete a fantasia, dramatização e brincadeira. Quando mal aspectada, fala da imaginação fértil. Caixão como resposta, nessa jogada, nega a pergunta (se existiu). É algo morto, inexistente.
A carta da Torre na posição positiva adiciona uma justificativa. Esse símbolo está relacionado a hierarquia, poder, autoridade e também a capacidade de transmitir e controlar informações. Ou seja, a história do Ourang Medan provavelmente foi apenas um teste. Isso me lembra a famosa transmissão de rádio feita pelo ator e director Orson Welles, em 1938, que causou temor nos americanos.
Agora, as respostas do Tarot: Pendurado (negativo), Três de Copas (resposta) e Ás de Ouros (positivo).
O Pendurado é o único arcano maior da jogada e caiu justamente na posição negativa. Isso significa que o peso maior está no lado do NÃO, do que está distorcido sobre o assunto. O Pendurado também sugere que houve um trabalho criativo. Observe a cabeça iluminada do homem.
Três de Copas como resposta confirma a fantasia. É uma carta festiva, de união, celebração e criatividade compartilhada. O próprio naipe de copas fala de imaginação.
Ás de Ouros na posição positiva mostra uma semente, uma ideia colocada em prática. Há também a possibilidade de algum interesse monetário envolvido na disseminação dessa história.
Integrando as duas leituras, e unindo elas ao que se sabe sobre o caso, a minha conclusão é clara: Ourang Medan foi uma fake news da época.
E você, o que acha dessa história? Concorda ou discorda da análise?





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